CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA DO ESPORTE E DO SERVIÇO SOCIAL PARA O BEM-ESTAR E RENDIMENTO ESPORTIVO DE ATLETAS EM FORMAÇÃO:
uma análise bibliográfica
Palavras-chave:
Psicologia do Esporte, Serviço Social, Família, Atletas em Formação, Bem-estarResumo
O presente artigo tem como objetivo analisar, por meio de uma análise bibliográfica, as contribuições da Psicologia do Esporte e do Serviço Social para o bem-estar e o rendimento esportivo de atletas em formação, com ênfase no papel das famílias nesse processo. Parte-se da premissa de que a escuta qualificada, o acompanhamento emocional e as ações articuladas entre profissionais e familiares podem reduzir os impactos negativos do distanciamento familiar e potencializar tanto o desenvolvimento psicossocial quanto o desempenho esportivo. A adolescência é um período marcado por intensas transformações, em que o suporte afetivo e os vínculos de pertencimento se tornam fundamentais para a construção de identidade, autoestima e motivação. Nesse cenário, a família é reconhecida como a principal rede de apoio, exercendo influência direta sobre a permanência no esporte, a saúde emocional e os resultados alcançados em campo. Contudo, a distância geográfica, os desafios socioeconômicos e a lógica do futebol de base frequentemente fragilizam essa relação. O estudo fundamenta-se em autores como Bronfenbrenner (1996), que ressalta a relevância dos sistemas de apoio no desenvolvimento humano; Erikson (1998), que discute a formação da identidade na adolescência; Iamamoto (2009), que analisa o papel crítico do assistente social; e Weinberg e Gould (2017), que abordam fatores psicológicos determinantes no desempenho esportivo.