A CLÍNICA DA NEUROSE NA PSICANÁLISE E OS NOVOS SINTOMAS DA CONTEMPORANEIDADE:
uma pesquisa bibliográfica
Palavras-chave:
Neurose, Psicanálise, Sintoma, Contemporaneidade, Clínica psicanalíticaResumo
Retomando a concepção freudiana da neurose como formação de compromisso entre desejo e repressão e suas reformulações por Lacan que introduz a dimensão estrutural do significante e do Outro. O artigo discute como os sintomas contemporâneos frequentemente escapam à lógica simbólica e se manifestam como expressões de um gozo não simbolizado. Os chamados “novos sintomas”, como o burnout, as compulsões, as automutilações e as preocupações exacerbadas com o corpo, indicam um mal-estar que exige do analista um reposicionamento ético e técnico. A escuta psicanalítica é convocada a se reinventar, operando não apenas sobre o sentido, mas sobre o real do sintoma, e sustentando a clínica como espaço de subjetivação singular dentro do contexto dos excessos e das exigências do grande outro. Conclui-se que a psicanálise, longe de estar superada, mantém-se atual e necessária como prática clínica e ferramenta crítica importante frente ao sofrimento psíquico na contemporaneidade.