IMPACTOS DA DESERTIFICAÇÃO NA AGRICULTURA FAMILIAR DO SEMIÁRIDO NORDESTINO
Desafios e estratégias de convivência em uma pesquisa de campo
Palavras-chave:
Desertificação, Semiárido nordestino, Agricultura Familiar, Sustentabilidade, Políticas PúblicasResumo
O presente artigo analisa os impactos da desertificação na agricultura familiar do semiárido nordestino, destacando suas principais causas, consequências socioeconômicas e possibilidades de enfrentamento. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e análise de dados oficiais relacionados à degradação ambiental no Nordeste brasileiro. Os resultados apontam que fatores como o desmatamento da Caatinga, o uso inadequado do solo e a escassez hídrica contribuem significativamente para o avanço da desertificação, comprometendo a produção agrícola, a segurança alimentar e a qualidade de vida das populações rurais. Verificou-se ainda que cerca de 13% do território nordestino apresenta sinais de degradação, com maior incidência nos estados do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Conclui-se que o fortalecimento de políticas públicas voltadas à agroecologia, ao manejo sustentável dos recursos naturais e ao acesso à água é essencial para minimizar os impactos da desertificação e garantir melhores condições de vida às famílias agricultoras do semiárido